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DÚVIDAS SOBRE
ABEL XAVIER E LUGAR A CONCEIÇÃO PODEM LEVAR A INOVAÇÃO
Equipa
técnica portuguesa pondera variante aos três centrais
Humberto Coelho pode ser levado a repetir a experiência feita
no jogo contra a Alemanha, abdicando de um defesa. Ainda não
sabe se terá um lateral-direito em condições e, além
disso, é preciso arranjar lugar a Conceição. Junta-se a
fome à vontade de comer

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Ermelo - Abel Xavier recomeçou quinta-feira a treinar em
pleno e pode recuperar a tempo de jogar contra a Turquia. Mas
a sua condição estará longe do ideal e, além disso,
Humberto Coelho precisa de colocar os cinco magníficos do
ataque (Sérgio Conceição, Figo, João Pinto, Rui Costa e
Nuno Gomes) em apenas quatro lugares. Abre-se caminho a um cenário
no qual Portugal poderia repetir a inovação feita contra a
Alemanha, abdicando de um dos defesas e dando a Conceição
total liberdade (e responsabilidade) para se haver com o
flanco direito.
Já se sabe que Humberto Coelho não gosta de mudar, o que até
se compreende, porque o seu 4x2x3x1 tem tido sucesso. Aliás,
a este respeito, dizia Rui Caçador na brincadeira após o
jogo com a Alemanha que esse foi o primeiro desafio em que uma
selecção nacional jogou com três defesas centrais sem se
arrepender. Por aqui se percebe que não foi com tranquilidade
total que a equipa técnica mudou o sistema de jogo: fê-lo
porque a isso foi obrigada pelas características dos
jogadores disponíveis (não tinha ali um lateral-direito) e
porque o valor competitivo do jogo em causa era quase nulo,
pois o primeiro lugar estava assegurado.
Desta vez, o jogo é a doer, mas à questão da falta do
lateral para o lado direito (que pode ser atenuada se Abel
Xavier recuperar a tempo ou se Humberto decidir recompensar
Costinha dando-lhe a titularidade nessa posição) vem somar-se
a necessidade de dar uma oportunidade ao herói do jogo
anterior (Sérgio Conceição). E quem sai? Figo e Rui Costa
estão de pedra e cal, seja ele qual for, o ponta-de-lança não
pode ser sacrificado, e de João Pinto, o elo mais fraco desta
cadeia, aquele mais facilmente sacrificável, o seleccionador
espera sempre bastante.
Restam duas hipóteses: ou Rui Costa recua no terreno para
abrir lugar a mais um jogador ofensivo, mantendo-se o 4x2x3x1
com o “florentino” a partir mais de trás; ou se adopta
uma variação do sistema que se usou contra a Alemanha, com
Conceição à direita e um dos médios defensivos a ter atenção
à cobertura das costas do ala da Lazio, já que faz pouco
sentido usar três centrais face a uma selecção que joga
quase sempre com dez jogadores atrás da linha da bola, só
libertando dessa tarefa o avançado Hakan Sukur. Aliás, já
no jogo com a Alemanha os três centrais tiveram que se
adaptar à realidade: como os alemães surgiram só com um
ponta-de-lança (Jancker) e com Bode a descair da esquerda
para o meio no seu apoio, Beto abriu o jogo à direita e
acabou por ser mais um lateral do que um central.
Colocado perante estes cenários, Rui Caçador respondeu que a
equipa técnica ainda não tinha acabado “de estudar” os
turcos e que só quinta-feira à noite iam ver os vídeos dos
seus jogos. Mesmo assim, além do sistema de jogo a utilizar,
as dúvidas na selecção nacional na antevéspera do jogo com
a Turquia já não devem ser muitas. Faltará apenas saber se
as boas exibições de Sá Pinto e Pauleta com a Alemanha
vieram reabrir a questão da escolha do ponta-de-lança ou se
Nuno Gomes segurou, apesar de tudo, uma vaga nos titulares.
Respostas, como também disse Caçador, “só uma hora e meia
antes do jogo”.
Fonte:
Record
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