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Breves
Vinte
jogos dirigidos entre selecções A
Vítor Pereira tinha um objectivo
bem guardado à partida para o Euro-2000. Ultrapassada essa
meta, confessou-a a A BOLA. «Tinha um segredo, mais ou menos
bem guardado, que consistia em realizar um segundo jogo no
Europeu e dessa forma atingir os vinte jogos dirigidos entre
selecções A. Isso dá-me a possibilidade de ter uma insígnia
especial da FIFA. Este terceiro jogo é um acréscimo que
muito me honra. Vou tentar corresponder e espero que a sorte
me continue a acompanhar, pois ela é muito importante.»
Não
substimar a Roménia
A ordem no seio da selecção
italiana é para não facilitar frente à Roménia, mesmo que
a maior dose de favoritismo recaia sobre si. O defensor Fabio
Cannavaro alertou ontem os seus companheiros exactamente para
os perigos que poderão surgir no caso de os transalpinos
subestimarem o valor de Hagi e companhia, amanhã, em Bruxelas.
«Vi
a selecção romena jogar contra a Alemanha e a Inglaterra. São
uma equipa que defende bem e que se desdobra rapidamente para
o ataque, com uma boa circulação de bola. Não podemos
subestimá-los», expressou, embora reconhecendo as armas
italianas para passar às meias-finais. «Apesar de todas as
críticas, a verdade é que temos jogado bem e acabámos no
primeiro lugar do grupo.»
Franceso Totti, titular nas duas primeiras partidas do
Euro-2000, subscreveu as palavras do companheiro. «A Roménia
realizou uma boa primeira fase. Está visivelmente em
excelente forma física, pelo que se trata de um jogo que
promete muito.
O seleccionador Dino Zoff deverá escolher hoje a equipa que
vai alinhar, e uma das principais questões prende-se com a
possível inclusão de Del Piero no lugar de Totti, na frente
de ataque. Foi pelo menos isso que o técnico ensaiou na sessão
de trabalho de ontem.
Bélgica
e Holanda apertam cerco aos «hooligans»
Em entrevista publicada pelo Berliner Zeitung, Otto
Schily, ministro alemão do Interior, declarou que a Bélgica
e a Holanda deverão instituir medidas legislativas para
limitar a deslocação dos afamados hooligans. «Uma
das possibilidades passa pela detenção por alguns dias dos
adeptos considerados perigosos», afirmou Schily, enfatisando
a ideia de que os países organizadores da competição
ficaram bem impressionados com as medidas adoptadas pela
Alemanha para deter os seus hooligans durante o
Euro-2000. Recorde-se que, em Abril, o parlamento alemão
aprovou uma lei que limita 2700 adeptos do país classificados
de «particularmente agressivos» e que passaram a ter uma
referência a esse facto nos respectivos passaportes.
Portugal
no «top» da lista de favoritos
Portugal figura em terceiro lugar na lista de favoritos do
Campeonato da Europa, num sufrágio on-line promovido pelo
site oficial da competição e que já vai em cerca de 250 mil
votos. A selecção do nosso país merece a preferência de 12
por cento dos cibernautas, sendo apenas suplantada pela
Holanda (22,5 por cento) e pela França (16,5 por cento).
Refira-se que atrás de Portugal está a Itália, com 11,1 por
cento dos votos. Numa outra votação, o Portugal-Inglaterra
é considerado o segundo jogo mais emocionante da primeira
fase do Euro-2000 (20,1 por cento), atrás do Jugoslávia-Espanha
de anteontem (55,2 por cento).
Portugal-Turquia
em ecrã gigante no Coliseu do Porto
Segundo comunicado difundido ontem, a Câmara Municipal do
Porto vai instalar no Coliseu da invicta um ecrã
gigante para a transmissão directa do jogo entre Portugal e
Turquia, referente aos quartos-de-final do Campeonato da
Europa. Para esta iniciativa, a CMP vai emitir três mil
bilhetes que poderão ser levantados gratuitamente nas 15
juntas de freguesia da cidade e, em número reduzido, nas
bilheteiras daquela sala de espectáculos.
A
vitória do futebol latino-mediterrânico
Todos os órgãos de comunicação social da Bélgica são
unânimes em afirmar que a grande lição a tirar da primeira
fase do Euro-2000 a todos salta aos olhos: a grande vitória
do futebol do Sul do continente. Com efeito, apenas a Holanda,
um dos países organizadores, figura nos oito apurados, onde
aparecem todas as nações latinas. O mais entusiasmado de
todos é o Le Soir, jornal de Bruxelas, que escreve: «Para
a rua o futebol poderoso mas velho dos alemães, para a rua o
futebol corajoso mas primário dos britânicos, para a rua o
futebol atlético mas desprovido de inspiração dos
escandinavos. O futebol do século XXI será o dos artistas.»
Esta opinião resume, mais ou menos, um sentimento
generalizado, não apenas no seio dos profissionais da informação
mas no público em geral.
Fonte:
A Bola
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