Euro2000: Campeonato Europeu de Futebol - www.europeu.com

 www.europeu.com

Actualizado em: 15.02.2004

Clique aqui para participar no blog do Euro2004!

 
 
  Notícias  
   
  Mensagens  
   
  Grupos A B C D  
   
  Calendário  
   
  Estádios  
   
  Resultados  
   
  Televisão  
   
  Regras  
   
  Jogadores  
   
  Links  
   
  Email  
   
  Home  
 

 

 

 

 

 

 

SELECCIONADOR LEMBRA QUE AGORA O ERRO JÁ NÃO É TOLERÁVEL

 

Humberto Coelho: «Um jogo de decisões pede outro envolvimento»

 

O seleccionador chamou a atenção para as diferenças entre a primeira fase, onde havia três jogos para conseguir um objectivo, e as eliminatórias. “Este será um jogo de decisão”, avisa

 

Ermelo - Humberto Coelho fechou-se em copas e escondeu os segredos todos da sua equipa. Os serviços secretos trabalham com avidez dos dois lados, o que contribuiu para que o técnico nacional adiasse para sábado os esclarecimentos acerca das opções a tomar, dos jogadores titulares ao sistema em que os colocará a jogar. De seguro na conversa que sexta-feira teve com os jornalistas só restou a noção de que o grau de responsabilidade vai aumentar a partir de agora.

“Na primeira fase tínhamos três jogos para ficar em primeiro ou segundo lugar, para alcançar os nossos objectivos. Agora será um jogo de decisões. Sabemos que temos que encarar o jogo de uma maneira diferente, porque é um jogo que tem características diferentes”, começou por referir Humberto Coelho. “Um jogo de ‘poule’, de campeonato, tem características diferentes de um jogo a eliminar como este. Este é um jogo de decisões e, por isso, as suas características requerem um outro envolvimento da parte de toda a equipa. Sabemos da responsabilidade acrescida que se nos apresenta”, sublinhou de seguida.

Certo é que, nomeadamente depois de ter ganho os três jogos da primeira fase, a selecção portuguesa vai apresentar-se cheia de moral. “Estamos confiantes, pois fizemos uma primeira fase boa, ganhámos os três jogos. Mas estamos tranquilos, pois é só mais um jogo de futebol que vamos disputar. E essa tranquilidade dará uma mais-valia, uma maior confiança e uma maior determinação em busca dos nossos objectivos”, explicou Humberto Coelho. No meio de tudo isto, ainda surge a alegria de jogar. O seleccionador reconhece-a nos seus jogadores e adopta-a para si próprio: “Eu gosto de me divertir com o futebol, mas com sentido profissional, com responsabilidade, atento.”

Essa atenção está neste momento virada para a Turquia, que já considerou “um adversário muito difícil”. Olhando para os turcos, vê-se que costumam jogar recuados, à espera de erros para punir os adversários. Que jogo vai fazer Portugal? “Depende muito do que o jogo der, mas não vamos esperar por nada. Vamos jogar para tentar ganhar, queremos a decisão a nosso favor. A atitute terá de ser a mesma que até aqui, pois tem sido muito boa em todos os jogos, é uma atitude para tentar ganhar os jogos”, confidenciou Humberto Coelho.

SOBRE OS TITULARES, O SISTEMA, OS LESIONADOS...

Humberto nunca abre o jogo nas conferências de Imprensa, mas sexta-feira esteve ainda mais enigmático do que é habitual. Metade das questões colocadas, todas as que tinham a ver com aspectos concretos, foram respondidas com um “sábado veremos” que só veio adensar as dúvidas existentes.

Joga Sérgio Conceição? “Só sábado é que definiremos a nossa estratégia. O Sérgio Conceição, como qualquer um dos 22 que cá estão, pode jogar.” Vai repetir o sistema de três centrais usado contra a Alemanha ou regressar ao sistema anterior, com quatro defesas? “Só sábado é que veremos. O sistema depende dos adversários, dos jogos, dos jogadores disponíveis. Tudo isto são factores que podem levar a alterar um sistema ou a mantê-lo.” O Abel Xavier está em condições? “Temos vindo a observar a sua evolução. Clinicamente está apto, desportivamente só sábado é que saberemos.” Por isso, resta esperar.

«O FUTEBOL PASSA PELO MEIO-CAMPO»

O futebol apresentado pelos portugueses tem maravilhado toda a gente, pelo que já começam a aparecer jornalistas estrangeiros a pedir a Humberto Coelho que lhes defina o seu ideal de futebol. O seleccionador nacional respondeu-lhes falando numa preferência pelo tipo de jogo baseado no meio-campo e na dinâmica.

“As equipas que praticaram um futebol directo, como as nórdicas, por exemplo, foram eliminadas. O futebol deve passar pelo meio-campo. Gosto que o futebol passe pelo meio-campo, mas rápido. É isso que é importante: a dinâmica do futebol tem que ser uma dinâmica rápida. O envolvimento de todos os jogadores é o que constrói a beleza do futebol”, opinou Humberto Coelho, que logo a seguir deu um passo atrás em relação às críticas de quem veio mostrar um futebol mais directo.

“Tudo é adaptável aos jogadores que se tem. Com certeza que os seleccionadores dessas equipas se adaptaram aos jogadores que tinham. No campeonato alemão e no inglês joga-se muito directo, mais directo do que em Portugal”, justificou-se Humberto Coelho, que defende a mescla de experiências como uma vantagem do colectivo que dirige. “O que fizemos foi misturar as características dos jogadores portugueses com a experiência dos que estão no estrangeiro”, explicou.

Fonte: Record

 

Anuncie nesta página

Copyright © 2000 Todos os direitos reservados.

ript> } &  eŒ 4 å