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ELIMINAÇÃO
PROVOCOU «INSÓNIA»
Rui
Costa: «Até o campeão do Mundo tem de ganhar com justiça»
"Acredito que Portugal estará orgulhoso do nosso
trabalho e de como representámos a selecção e o País. É
claro que ambicionávamos chegar à final. Infelizmente fica a
mágoa e a chatice de termos perdido da forma como se sabe"
Roterdão - Se os acontecimentos de Bruxelas foram
extremamente penosos para alguém, essa pessoa foi Rui Costa.
O médio da selecção portuguesa já tinha estado no
epicentro de uma escandalosa "habilidade" do árbitro
francês (!) Marc Batta no último jogo do apuramento para o
Mundial de 1998, quando estávamos a ganhar diante da Alemanha.
Até por isso a "manobra" de quarta-feira passada
foi profundamente dolorosa.
"É de mais. Mas, infelizmente, nos momentos de decisão
Portugal continua a não ter a força das outras potências.
Estamos a ir para casa com a certeza de que fizemos um bom
trabalho e de que demos tudo para fazermos o nosso melhor.
Acabámos por sair do Euro-2000 com uma presença no pódio e
o igualar do recorde português", salientou Rui Costa
procurando um ponto de vista minimamente positivo num momento
difícil.
De resto, o jogador que ainda tem contrato em vigor com a
Fiorentina garante que a revolta lusitana deriva também da
ambição que os jogadores mantinham. "Não entrámos em
campo felizes pelo facto de termos garantido a presença nas
meias-finais e a pensar que mais nada interessaria. Não foi
isso que aconteceu. Mas encontrámos pela frente uma grande
equipa, que é campeã do Mundo por alguma coisa. Dominou-nos,
embora sem causar grandes oportunidades de golo.
Agora, a nível de posse de bola e domínio de jogo isso
coube-lhes mais a eles e temos de o aceitar. Isso não
invalida que custe perder assim", salientou Rui Costa.
Quando se aproxima o início da qualificação para o Mundial
2002 e mesmo a organização do Portugal-2004, o "fantasista"
da equipa das quinas não encontra outra maneira de "dar
a volta a isto" que não passe por "continuar a
trabalhar.
Procurando ser ainda mais fortes. Depois, esperar que dentro
do campo as coisas aconteçam de maneira regular. Acredito que
Portugal estará orgulhoso do nosso trabalho e de como
representámos a selecção e o País. É claro que ambicionávamos
chegar à final, da mesma forma que também ambicionávamos,
se tivéssemos de perder, fazê-lo de uma maneira justa.
Saindo de campo conformados com a normalidade de um jogo de
futebol. Infelizmente fica a mágoa e a chatice de termos
perdido da forma como se sabe".
Visível em Rui Costa foi a "insónia" provocada
pela equipa de arbitragem. "É impossível dormir numa
altura destas. Vamos tentar recuperar durante as férias.
Esquecer, é que nunca se esquece. Já tínhamos sofrido algo
parecido na qualificação para o Mundial de 1998 e agora
repetiu-se. A França foi superior a nós, se calhar merecia o
triunfo, mas até o campeão do Mundo tem de ganhar com justiça",
concluiu.
Fonte:
Record
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