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Actualizado em: 15.02.2004

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ELIMINAÇÃO PROVOCOU «INSÓNIA»

 

Rui Costa: «Até o campeão do Mundo tem de ganhar com justiça»

 

"Acredito que Portugal estará orgulhoso do nosso trabalho e de como representámos a selecção e o País. É claro que ambicionávamos chegar à final. Infelizmente fica a mágoa e a chatice de termos perdido da forma como se sabe"

 

Roterdão - Se os acontecimentos de Bruxelas foram extremamente penosos para alguém, essa pessoa foi Rui Costa. O médio da selecção portuguesa já tinha estado no epicentro de uma escandalosa "habilidade" do árbitro francês (!) Marc Batta no último jogo do apuramento para o Mundial de 1998, quando estávamos a ganhar diante da Alemanha. Até por isso a "manobra" de quarta-feira passada foi profundamente dolorosa.

"É de mais. Mas, infelizmente, nos momentos de decisão Portugal continua a não ter a força das outras potências. Estamos a ir para casa com a certeza de que fizemos um bom trabalho e de que demos tudo para fazermos o nosso melhor. Acabámos por sair do Euro-2000 com uma presença no pódio e o igualar do recorde português", salientou Rui Costa
procurando um ponto de vista minimamente positivo num momento difícil.

De resto, o jogador que ainda tem contrato em vigor com a Fiorentina garante que a revolta lusitana deriva também da ambição que os jogadores mantinham. "Não entrámos em campo felizes pelo facto de termos garantido a presença nas meias-finais e a pensar que mais nada interessaria. Não foi isso que aconteceu. Mas encontrámos pela frente uma grande equipa, que é campeã do Mundo por alguma coisa. Dominou-nos, embora sem causar grandes oportunidades de golo.

Agora, a nível de posse de bola e domínio de jogo isso coube-lhes mais a eles e temos de o aceitar. Isso não invalida que custe perder assim", salientou Rui Costa.

Quando se aproxima o início da qualificação para o Mundial 2002 e mesmo a organização do Portugal-2004, o "fantasista" da equipa das quinas não encontra outra maneira de "dar a volta a isto" que não passe por "continuar a trabalhar.
Procurando ser ainda mais fortes. Depois, esperar que dentro do campo as coisas aconteçam de maneira regular. Acredito que Portugal estará orgulhoso do nosso trabalho e de como representámos a selecção e o País. É claro que ambicionávamos chegar à final, da mesma forma que também ambicionávamos, se tivéssemos de perder, fazê-lo de uma maneira justa. Saindo de campo conformados com a normalidade de um jogo de futebol. Infelizmente fica a mágoa e a chatice de termos perdido da forma como se sabe".

Visível em Rui Costa foi a "insónia" provocada pela equipa de arbitragem. "É impossível dormir numa altura destas. Vamos tentar recuperar durante as férias. Esquecer, é que nunca se esquece. Já tínhamos sofrido algo parecido na qualificação para o Mundial de 1998 e agora repetiu-se. A França foi superior a nós, se calhar merecia o triunfo, mas até o campeão do Mundo tem de ganhar com justiça", concluiu.

 

Fonte: Record

 

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