|
Vermelho
para «tackles» violentos
As novas regras que vão ser implementadas neste Euro-2000
mereceram uma análise muito particular por parte de um grupo
de especialistas que a 24 de Março último chegou a um
consenso, posteriormente aceite pelo Comité de Arbitragem da
UEFA.
As conclusões a que o grupo chegou visam a amostragem de um
cartão vermelho directo a qualquer tackle violento ou
perigoso, quer seja feito por detrás ou não; um amarelo ao
jogador que não cumprir a distância da barreira ou que seja
responsável pelo avanço da mesma; amarelo para quem despir a
camisola na celebração de um golo, não sendo porém punido
quem o fizer cobrindo a cabeça com a camisola; amarelo para
qualquer tipo de simulação e a aceitação de três
jogadores por equipa poderem fazer o aquecimento, antes das
substituições, atrás do primeiro árbitro auxiliar.
Lei
de jogo alterada
Árbitros e guarda-redes são os
principais alvos das mudanças impostas pela UEFA para o
Europeu. A alteração à Lei 12 que entra em vigor já no
jogo de hoje anula a regra dos quatro passos, portanto, a
partir de agora e desde que não ultrapasse os seis segundos,
o guarda-redes já pode movimentar-se livremente na área com
a bola nas mãos. Por outro lado, se houver decisão por
grandes penalidades e uma das equipas estiver em inferioridade
numérica por expulsão de jogadores, o adversário é
obrigado a excluir tantos elementos quanto forem precisos para
restabelecer o equilíbrio, escolha que o capitão deverá
informar o árbitro.
Mas a UEFA fez ainda questão de pôr na rua algumas recomendações
que podem custar caro aos jogadores. Por exemplo, o uso de jóias
será controlado pelo juiz que, contudo, não deverá ser
condescendente com os festejos e quem tirar completamente a
camisa para festejar será brindado com o cartão amarelo. O
mesmo castigo que conhecerá quem simular uma falta e qualquer
jogador que agarre o adversário sujeita-se a dura punição,
tal como quem se atreva a manifestar repúdio perante uma
decisão do árbitro. Fora das quatro linhas, só três dos 11
suplentes poderão aquecer simultaneamente e é também fora
do relvado que qualquer lesão deverá ser tratada.
A partir de hoje qualquer tackle tem de ser analisado
consoante a malícia e a posição do jogador que o faz, tendo
em conta ainda as hipóteses que o mesmo tem de disputar a
bola. Seja como for, pela frente ou por trás, a UEFA
aconselha castigo exemplar. Por último, o árbitro fica também
obrigado a medir os 9,15 metros que devem separar a barreira
da bola na marcação do livre.
|